M*S#C@

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— Zx¾ÿ, tá ouvindo?
— Eeeh…legal. Onde achou?
— Megarquivo SjyËç, século 20, ano 96.
— Dois mil anos atrás?! Adoro esses sons primitivos!
— No registro diz hip-hop. Precisavam de máquinas, que chamavam instrumentos eletrônicos e diziam produzir “timbres futuristas”, ih ih ih! Não era só pensar, como agora. Chamavam à megamente de internet. Era externa, conectada por cabos, ondas… imagine! Nem concebiam que estaríamos um dia ligados em rede neural universal, não conheciam ainda o sistema de comunicação por plurifrequência.
— Fascinante, né?
— Foi pouco antes da implosão do capitalismo. Havia coisas como dinheiro, países, famílias, geradores, presidentes… antes da grande mutação, o sexo ainda era a principal via de reprodução, estávamos separados em gêneros, veja só!
— Éramos pouco mais que animais. Que desperdício! Se soubessem quanta energia contém cada orgasmo não teriam passado pela grande depressão energética. Pobres seres tridimensionais… morriam cedo.
— Espera, mudou o desenho.
— Faixa 11… que cheiro bom…
— Saborosa! Gosto das curvas dinâmicas, da pulsação agridoce. Parece ser a mesma coisa, mas não é, quem as pensou?
— Um tal DJ Shadow, sexo masculino, parece. No registro diz o seguinte: músico, DJ e produtor nascido na Califórnia, EUA. DJ? Que seria isso?
— Sei lá, o registro deve ter se perdido. Ainda se apoiavam muito em palavras. Também pra que tanta definição?! Povinho limitado…
— Ei, vamos mentalizar o megarquivo Brasil da época? Queria ouvir um pouco daquele Miles Davies de outro dia.
Miles Davis é do megarquivo EUA. Vá indo, vá indo, estou gostando deste “som do futuro”, parece Hermeto Pascoal.
— Achei uma coisa interessante, Resgyakgj, escuta…
— Uuuuh! De onde tirou isso?
— Brasil. Os registros traduzem como É o Tchan.
— Interessante. Boom-dji-nha, que quer dizer?
— Sei lá. Não tem registro.