Alone Way of Life

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Estamos todos sozinhos. No meio da rua, cercados por pessoas e gargalhas e conversas continuamos isolados por dentro. Compartilhamos nossa solidão como vasos comunicantes.

Hordas de solitários procuram por lugares barulhentos para fugir de si misturados ao caos. Aonde vão os que por alguma razão não tenham como sair? Levas cada vez maiores, a tediosos programas em frente ao monitor (a televisão é uma mídia antissocial; aqui nos referimos a computadores e que tais), conectados às redes ditas sociais ou em salas de bate-papo em que minha mentira encontra a sua na tentativa de aplacar o implacável, dividir o indivisível. Misturar a carne triste na esperança inútil da fusão.

Nosso crânio, quarto em silêncio onde jaz o cérebro furioso, um bunker; o coração, metáfora gasta, palpitando pelo universo externo à embalagem de costelas lembra um cachorro uivando pra lua. Sofre como um cão em sua inescapável space oddity. Pena não ser fábula.

Relacionar-se é fazer escambo de si mesmo, as projeções como moeda de troca. Te dou o que você quiser, recebo o que desejo. Assim é se nos parece. E seguimos sem perceber que a realidade não se moveu um centímetro em direção alguma, tudo continua preservado em sua caixa num compartimento no museu do tempo.

Você está sozinho, se não for boa companhia pra si o azar é só seu.